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Samurai Projetos Especiais

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Nova solução para exclusão

27/OUT/2003 :: Publicado no JB ONline :: por Bruno Lopes :: Site: www.jb.com.br

ACM inaugura

Computadores são caros e muitas vezes difíceis de manipular. Mas se tornaram ferramentas indispensáveis para qualquer tipo de atividade, a ponto de ter sido criado o termo ''exclusão digital'' para mostrar que a falta de acesso a noções de informática não terão as mesmas chances de trabalho ou sua cidadania garantida. Um grupo de empresários paulistas quer mostrar uma nova maneira de contornar o problema, com a criação de centros comunitários de computadores que misturam uso particular e social.

O primeiro modelo para políticas de inclusão social veio da ONG carioca Centro para Democratização da Informática (CDI), que se baseia no desperdício de recursos que caracteriza o mercado de informática. A cada ano milhares de computadores que funcionam perfeitamente são aposentados porque se tornaram obsoletos, incapazes de rodar novas versões de softwares. O CDI recolhe-os, especialmente de empresas, e depois de consertá-los, encaminha os micros para escolas de informática em regiões carentes.

Outra maneira de disseminar o conhecimento da tecnologia é recorrer ao Estado, que se encarregaria de construir centros comunitários com computadores. No entanto o dinheiro público é escasso e também deve ser encaminhado para escolas e hospitais - mesmo a prefeitura de São Paulo, cidade mais rica do país, precisou recorrer ao uso do software livre e adotar uma arquitetura cliente-servidor, que exige maior capacitação técnica, para poder construir seus telecentros.

O projeto dos empresários paulistas, comandado pelo ex-presidente da Varig, Ozires Silva, usa a idéia dos telecentros mas permite que cada usuário use computadores coletivos como se estivesse mexendo em seu próprio PC, podendo personalizar suas configurações e guardar seus arquivos em um CD-ROM gravável - os micros são equipados com gravador de CD. Ainda foi criado um sistema de bilhetagem, que permite que o usuário do computador seja cobrado por tempo, programa usado ou tráfego na internet.

  • A idéia é apresentar o serviço como alternativa à compra do computador. Como o CD virgem custa apenas R$ 1 e o usuário pode carregar nele todos os seus arquivos e configurações pessoais, temos como mote a frase do ''computador de R$ 1'' - explica Silva.

O projeto piloto do telecentro que oferece o ambiente personalizado começou a funcionar na Associação Cristã de Moços de São Paulo, com 20 computadores conectados por banda larga à internet. As estações são Linux, mas seus organizadores dizem que é possível configurar os servidores para rodar softwares feitos para Window s, Webshpere ou Oracle. Os responsáveis apostam que, se tais telecentros forem espalhados pelo Brasil, podem atrair pessoas que precisam usar computadores ou empresas interessadas em projetos sociais.

  • Pode ser criado algo parecido com um Vale-computador, que dá direito a algumas horas de uso dessas estações, permitindo que empresas possam investir em projetos sociais de inclusão digital de forma segura e barata - explica um dos autores da idéia, Carlos Rocha, da Samurai Projetos.